Associação congrega indústria de calçados e acessórios.
Se o polo calçadista de São João Batista alcançou o desenvolvimento que possui hoje, uma boa parcela dessa responsabilidade se deve ao
Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (Sincasjb) que, desde 1990, une empresários do setor. A entidade é o elo que fortalece o
Arranjo Produtivo Local (APL), que produz cerca de 120 mil pares diários, divididos em 95% femininos e o 5% infantil, e é responsável por 80% do Produto Interno Bruto (PIB) local. Entre as ações que o Sindicato promove, os destaques são as famosas feiras:
Rodada de Negócios da Moda Calçadista de Santa Catarina, voltada para os varejistas; e a
Semana da Indústria Calçadista Catarinense (Seincc), direcionada às industriais de calçados que encontram nela o que há de mais avançado em máquinas e componentes para o setor.
Almir dos Santos / Divulgação
O presidente do
Sincasjb,
Almir dos Santos, ressalta que o setor é fundamental para a economia não só de São João Batista, mas das cidades adjacentes. Ele avalia que, juntos, os calçadistas conseguiram superar a crise que teve início no fim de 2008 e se estendeu por boa parte de 2009. "Foi difícil! Agora estamos recuperando. Não falo em crescimento já este ano, mas a partir de 2011 vamos crescer", projeta.
Atualmente, conforme explica
Rosenildo de Amorim, diretor executivo do Sincasjb, estão em andamento o projeto de Internacionalização, com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); o Projeto de Apoio à Inserção Internacional das PME’s Brasileiras (Paiipme), promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); e uma missão à Europa, encabeçada ela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).
Parceria com entidades setoriais são fundamentais
O Sincasjb não está sozinho na luta pelo desenvolvimento da cadeia produtiva calçadista. A associação tem o apoio de entidades como o
Sebrae,
ABDI e
Assintecal, entre outras. Com o Sebrae, a entidade mantém o projeto de Internacionalização, que está em fase de diagnóstico das necessidades dos associados. O projeto, que visa capacitar os empresários para atuação no mercado externo, se estende até o final de setembro. No mesmo sentido, em conjunto com a ABDI, o Sincasjb participa do Projeto de Apoio à Inserção Internacional das PME’s Brasileiras (Paiipme), que é resultado do Ajuste Complementar de Cooperação entre a União Europeia e a República Federativa do Brasil, em 1995. O objetivo do Projeto é contribuir para a inserção competitiva do Brasil na economia mundial e, em especial, reforçar laços econômicos e comerciais com a União Europeia.

Já a Assintecal está levando quatro empresas de São João Batista (três calçadistas e uma de componentes) para a Europa. O objetivo da missão, que iniciou no dia 11 de setembro e se estendeu até o dia 21 foi identificar oportunidades de inovação, com foco no conforto e no design de produtos. O roteiro incluiu visitas a
SATRA Technology Centre, na Inglaterra; ao
Museu do Calçado e ao
Politécnico de Milão, na Itália, e em duas feiras Internacionais de couro e acessórios para calçados, na França, entre outros lugares, além de capacitação in loco. Posteriormente, serão programados workshops para a disseminação das informações às demais empresas do polo calçadista. O presidente do Sincasjb, Almir dos Santos, estima que, anualmente, sejam investidos mais de R$ 2 milhões em projetos conjuntos com entidades parceiras para benefício das indústrias do polo calçadista local.
O problema que virou oportunidade
O polo calçadista de São João Batista, em Santa Catarina, um dos principais clusters brasileiros produtor de calçados, começou a ganhar maior força em 1994, com a falência de uma grande usina de açúcar que movimentava a economia local. O choque sacudiu a cidade e região, mas o empresariado de calçado se uniu e viu, através das nuvens negras, uma oportunidade. A mão de obra desempregada migrou para o setor calçadista que passou a se desenvolver a passos largos. "Em 15 anos tivemos um avanço muito significativo", afirma o presidente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de São João Batista (Sincasjb), Almir dos Santos. Além da cidade, fazem parte do Vale do Rio Tijucas, onde fica o polo: Nova Trento, Tijucas, Major Gercino, Canelinha, Angelina e Leoberto Leal. São João Batista tornou-se município em 19 de julho de 1958, quando se desmembrou de Tijucas. As primeiras indústrias de calçados se instalaram no município na década de 1960.
Divulgação
Números do setor
- Indústrias de calçados, bolsas e acessórios: 150*
- Indústrias de calçados (2007): 307**
- Produção: 2,6 milhões pares/mês*
- Exportação (2009): US$ 7,56 milhões**
- Exportação (2009): 605 mil**
- Empregos: 6 mil diretos*
- Segmentação: 95% feminino (calçados, bolsas e acessórios) e 5% infantil
Fontes: Sincasjb* Abicalçados**
Reprodução edição 2010 Projeto Polos Calçadistas