Notícia cadastrada em: 22/02/2011 - 21:10:27
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Setor têxtil registra em janeiro déficit de US$ 319,1 milhões

A balança comercial do setor têxtil brasileiro registrou em janeiro déficit recorde em toda a sua história, de US$ 319,1 milhões (considerando a fibra de algodão). O estado que mais colaborou com o resultado foi Santa Catarina, que importou valor equivalente a US$122.282.605 em produtos têxteis. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22), pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O déficit resultou de importações no montante nacional de US$ 463,19 milhões, contra exportações realizadas em igual mês de US$ 143,99 milhões. Apesar de ter sido o estado que mais importou, Santa Catarina ficou em quinto lugar no ranking de exportações, com US$ 11,43 milhões. O destaque neste quesito vai para o Rio Grande do Sul, que com US$36.28 mi foi o estado que mais exportou produtos têxteis, seguido de São Paulo (US$ 29,23 mi), Bahia (US$19,06 mi) e Mato Grosso (US$ 15,99 mi).

O déficit resultou de importações no montante de US$ 463,19 milhões, contra exportações de US$ 143,99 milhões / Divulgação
       
Já Santa Catarina, o estado campeão de importações, ficou a frente de São Paulo (US$ 100,89 mi), Espírito Santo (US$49,55 mi) e Rio de Janeiro (US$ 41,472 mi). O Rio Grande do Sul, por sua vez, alcançou o oitavo lugar, com importações no valor de US$15,39 mi em janeiro de 2011.

Opinião da Abit

O diretor superintendente da Abit, Fernando Pimentel, afirmou que, embora as exportações tenham crescido 33,5% em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2010, as importações apresentam um incremento mais veloz. O aumento das compras no exterior foi de 34,1%. E esta situação tem se repetido.

O principal motivo da elevação das importações é o câmbio desvalorizado, "que tornou mais grave todos os processos de desvantagem competitiva, como juros e carga tributária", além da retração da demanda dos países desenvolvidos" afirma o superintendente.

Elevação no preço do Algodão

O setor têxtil e de confecção enfrenta, no momento, um problema adicional, que é preço do algodão ter atingido o maior patamar dos últimos 140 anos. Pimentel acredita que com isso, a indústria brasileira é punida triplamente. "Não só a matéria -prima, o algodão, disparou de preço, como estamos vivendo a entressafra, e as empresas, para produzirem no Brasil, têm um gasto de capital muito superior aos seus concorrentes".

Pimentel ainda garante que a Abit não é contra as importações ou ao livre comércio, "desde que seja feito de forma equilibrada, correta, leal e legal". A entidade já levou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) as reivindicações e propostas do setor.

Projeções para 2011

O resultado de janeiro projeta para 2011 um déficit em 12 meses de US$ 4 bilhões, superior aos US$ 3,5 bilhões observados em 2010.

Para aumentar a competitividade sistêmica do Brasil, a Abit priorizou a redução dos encargos trabalhistas, isenção tributária para os investimentos e desoneração das exportações. A meta, disse o diretor, é trazer para os produtores brasileiros condições de competitividade mais equânimes com seus concorrentes internacionais.

Fonte da notícia: Economia SC
 

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