A fabricação de bordados cortados e sobrepostos pode chegar a 4,5 mil peças por dia em uma única empresa.
Os componentes na indústria têxtil, como bordados, etiquetas e apliques, são a base para o desenvolvimento de peças de confecção cada vez mais detalhadas e que só são vencidas pela criatividade em novos produtos.
Formado basicamente por médias e grandes empresas, o setor têxtil cearense ocupa o segundo lugar no país e investe pesado em tecnologia para continuar nessa linha.
Fernando Hélio Afonso Milério, é um exemplo. Diretor da
MC Braga Industria de Confecções de Roupas, de Fortaleza (CE), é fornecedor de componentes e utiliza a máquina
Prisma, com Visão LED, da
Automatisa Sistemas, empresa brasileira que desenvolve equipamentos inovadores na área de corte e gravação a laser.
A indústria de Fernando produz peças 24h por dia e trabalha com grande volume de corte de feltro para o aplique em jeans e malhas, produzindo diariamente 4,5 mil peças e, em todas, usa o laser da Automatisa. Segundo o empresário, a máquina foi fundamental para o processo produtivo dos bordados, representando um crescimento de aproximadamente 70% de sua produção. “Já no primeiro mês de instalação da máquina da Automatisa sentimos a diferença e hoje eu não trabalharia com bordados se não tivesse uma máquina a laser”, enfatiza.
Segundo dados do
Sindicato da Indústria Têxtil do Ceará (Sinditêxtil-CE), a indústria têxtil é uma das maiores vocações econômicas do Estado, responsável por 16% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria local. Em 2010, as 400 fábricas cearenses movimentaram US$ 3,45 bilhões, número que representa 6,64% de participação no país, sendo o segundo maior gerador de empregos no Ceará e ocupando 52,9 mil profissionais, o que representa 37,6% de todo o contingente empregado na indústria de transformação. “A região é um polo importante para o desenvolvimento da indústria têxtil brasileira e é importante que as empresas brasileiras continuem apostando nesse mercado. Em nossa empresa, por exemplo, apostamos em um atendimento diferenciado e um escritório especializado na região”, explica
Joana de Jesus, diretora Geral da Automatisa Sistemas.
Marco Komoto, diretor da empresa
New Japan, também de Fortaleza (CE), que trabalha com etiquetas internas, utiliza duas máquinas
Vista, da Automatisa, e tem a perspectiva de comprar uma a terceira máquina, para garantir o corte preciso das peças. “A empresa já iniciou suas atividades com a máquina a laser, não tinha como fazer diferente, pois era uma demanda do próprio mercado”, explica Marco Komoto, que trabalha para confecção em geral, aplicações em jeans, camisetas e outros itens e produz 400 mil etiquetas mensais.
Os empresários Hélio e Marco comprovam a necessidade e a demanda de tecnologia na indústria têxtil e demonstram como que o setor tem crescido na região Nordeste. Pesquisa dos Indicadores Industriais, realizada em maio de 2011, pelo
Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), da
Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), em parceria com a
Confederação Nacional da Indústria (CNI), demonstrou que o setor têxtil apresentou um acréscimo de 13,15% nas variações reais nas vendas na comparação a abril deste ano, apesar de registrar números negativos na comparação com maio de 2010. “Os números promissores da região falam por si, mas é sempre preciso entender, estar perto, para oferecer a melhor tecnologia para as necessidades das empresas nordestinas, que é rica em detalhes”, finaliza Joana.