Notícia cadastrada em: 20/04/2011 - 17:25:31
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Máquinas de corte a laser viram cobiça entre empresas nordestinas

A expansão da economia nacional, de maneira uniformizada, passa necessariamente pelo Nordeste, onde as estatísticas apontam um forte aumento de consumo nos últimos anos. Para aumentar a produção com menos custos e apresentar aos clientes produtos mais atraentes e a preços competitivos, as pequenas empresas estão procurando investir em máquinas modernas. O setor têxtil da região de Caruaru (PE), entre outros polos industriais, vive um momento de reviravolta nas técnicas produtivas, cada vez menos manuais e mais abertas às novidades tecnológicas, principalmente quando o assunto é o laser.

Na ponta inicial dessa cadeia estão as empresas brasileiras que investem em pesquisa e inovação e, desta forma, ajudam a impulsionar o aumento da produção com eficiência e competitividade. O sistema de corte e gravação a laser, por exemplo, conquistou a confiança dos empresários e tornou-se essencial para quem busca acompanhar a demanda de um mercado consumidor exigente. Segundo os economistas, o aperfeiçoamento do parque tecnológico é uma das saídas para o mercado nacional enfrentar a concorrência externa.

A Automatisa Sistemas, maior fabricante de máquinas de corte e gravação a laser da América Latina, tem 20% de seus clientes estabelecidos na região Nordeste. Joana de Jesus, diretora de Marketing da Automatisa, afirma que a procura dos empresários nordestinos por equipamentos de ponta cresceu nos últimos anos em um ritmo de igualdade em comparação a outras regiões mais industrializadas. A empresa, que tem sede em Florianópolis (SC), participa de 27 a 30 deste mês da Comtex (Feira de Componentes Têxteis), em Caruaru, tendo como um dos objetivos mostrar aos empresários o que existe de melhor em maquinário de corte e gravação a laser. “Vamos levar nossos melhores equipamentos para a feira. Estamos em negociações com muitas empresas e queremos contribuir de forma inovadora com o desenvolvimento industrial do Nordeste”, comenta Joana.

O empresário Hildérick Florêncio percebeu a tempo que não estava conseguindo atender satisfatoriamente os clientes e tratou de adquirir uma máquina de corte a laser. Proprietário da Arte em Bordar, sediada em Caruaru, Florêncio dependia de terceiros para realizar o corte nas peças de roupas infantis. Desde que comprou o equipamento, em janeiro deste ano, viu a carta de clientes aumentar 40%. “Antes o cliente queria algo atual, com detalhes em aplicações, e eu não podia fazer. Agora posso cortar e bordar com qualidade e rapidez”, conta Florêncio. Com a agilidade que ganhou no corte das peças, o empresário decidiu mudar-se para um prédio próprio e aumentar a capacidade de produção da empresa, que hoje tem oito funcionários. “A máquina de corte a laser foi indispensável para esse crescimento. Vou comprar mais máquinas de bordar e ampliar a fábrica”, assegura Florêncio.

Já o empresário Marcos Vinicius Medeiros, proprietário da Karmélia, de Campina Grande (PB), ainda mantém o sistema de corte à mão na linha de calçados, bolsas e carteiras de couro. No entanto, ciente da impossibilidade de crescer sem investir em máquinas modernas, ele já iniciou as negociações para comprar pelo menos um equipamento de corte a laser. “Queremos aumentar a capacidade de produção, mas fica difícil com o corte feito à mão. Precisamos acompanhar o mercado para não ficarmos ultrapassados”, admite o empresário, que emprega 250 funcionários.

Outra empresa que depende de investimentos em tecnologia para expandir é a Bcouros, de Caruaru. A empresa trabalha com o revestimento em couro de bancos de automóveis, um mercado de luxo praticamente sem concorrência na região. O empresário José Roberto de Lima Batista quer dobrar a produção, atualmente de 16 automóveis por dia, e transformar sua loja de estofados em uma indústria, passando de 20 para 50 empregados. Para realizar seu maior objetivo, está decidido a adquirir máquinas modernas de corte a laser. “Sou pioneiro nesse serviço. Comecei há 20 anos, com um carro por semana. Agora é o momento de dar um salto, mas preciso das máquinas”, afirma Batista, que negocia com a Automatisa a compra do equipamento.
 

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