Embora ainda esteja aumentando o número de trabalhadores nos seus quadros, a indústria catarinense termina o primeiro semestre de 2011 contratando menos. Enquanto no mesmo período em 2010 o setor registrou crescimento de 4,5% nas admissões, nesse ano, a alta foi de 1,7%, revela pesquisa da
Federação das Indústrias (FIESC) realizada com 339 empresas de médio e grande portes. Considerando apenas junho de 2011, o ritmo é ainda mais fraco com variação positiva de 0,11% contra 0,45% registrado no mesmo mês em 2010.
O diretor de relações industriais e institucionais da
FIESC,
Henry Quaresma, chama a atenção que nesse cenário o setor aguarda com ainda mais expectativa as medidas da nova política industrial que deve ser anunciada nos próximos dias pelo governo. A proposta da indústria, elaborada com participação da FIESC, foi encaminhada em março ao governo. "Esperamos ações concretas que evitem a desindustrialização do Brasil. O setor produtivo espera a desoneração dos investimentos e das exportações, medidas de defesa comercial e de controle das importações", disse Quaresma. Também foram sugeridas a criação de mecanismos de incentivo à compra de produtos nacionais, o estabelecimento de um índice de conteúdo local e novos financiamentos e incentivos para a inovação tecnológica para dar mais competitividade às empresas.
O levantamento contempla 19 setores da indústria de transformação. Em termos percentuais, de janeiro a junho, os segmentos industriais que mais contrataram foram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,5%), couros e artigos de viagem (4,8%), produtos cerâmicos (4,3%), produtos de metal (4,2%) e máquinas e equipamentos (3,9%). Nesse mesmo período, os setores que mais fecharam postos de trabalho foram
produtos têxteis (-3,7%), veículos automotores (-3,2%), produtos de madeira (-2,2%) e artigos de borracha e plástico (-0,9%).