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MHM do Brasil, empresa localizada em Pomerode, está observando uma boa aceitação no mercado dos dois novos produtos que lançou na
Febratex 2010 -
Feira Brasileira para a Indústria Têxtil, no início de agosto, em Blumenau. Com consultoria tecnológica do
SENAI, a empresa implantou melhorias e reduziu o valor do posicionador de fotolitos e do afiador de rodos, utilizados na estamparia da indústria têxtil. Mais de uma dezena de produtos foram vendidas durante a Feira e outras unidades estão em vias de chegar aos mercados argentino e venezuelano nas próximas semanas.
"Tínhamos uma ideia e o SENAI nos ajudou a adequar os equipamentos à produção", salienta
Elton Maas, diretor industrial da MHM do Brasil. Criada há um ano, a empresa integra o grupo
Tecno Suisse, fundado em 1987 e que revende, instala e dá assistência técnica às máquinas de estamparia da
MHM Áustria. Apesar do uso do nome, as duas empresas não possuem vínculos societários, apenas a parceria comercial. Nos últimos quatro anos, a corporação brasileira lançou alguns produtos que aperfeiçoam ou adaptam as máquinas da austríaca, da qual tem autorização para o uso da marca. A MHM do Brasil deixou de ser mera importadora e hoje também exporta de volta alguns componentes e acessórios.
Os dois equipamentos já existiam no exterior, fornecidos pela MHM Áustria, mas foram simplificados e adaptados à realidade econômica brasileira. O posicionador de fotolitos ficou 80% mais barato e o afiador de rodo, 60%. "Além da vantagem econômica, conseguimos melhorar o desempenho dos dois equipamentos", explica Mass.
O processo de estamparia é uma forma de serigrafia. Para cada cor, é produzida uma tela com uma emulsão fotossensível, que reage à luz -queima onde recebe a luz (nos pontos relativos à cor) e fecha os demais. Depois, as telas são colocadas, uma por vez, sobre o tecido e a tinta escorre pelos pontos que a emulsão deixou abertos. O rodo força a passagem da tinta pela tela, permitindo uma impressão uniforme. Em alguns casos, chegam a ser utilizadas mais de 20 cores.
Os dois equipamentos lançados pela MHM do Brasil resolvem dois problemas decorrentes desse processo. Uma delas é a necessidade de que as telas sejam milimetricamente colocadas para que uma cor não se sobreponha a outra, gerando erro de registro. A segunda é que os rodos sofrem desgastes físicos e químicos, devido ao atrito com telas e contato com as tintas. O posicionador de fotolitos é uma alternativa para processos de colocação manual (muito lentos) ou para outros equipamentos cinco vezes mais caros (mais que R$ 10 mil). O afiador de rodos utiliza um sistema de lixas, que triplica a vida útil da borracha (reduzindo o descarte) e melhora a recuperação em relação a sistemas que utilizam rebolo, por exemplo.
"Nossa proposta é manter essa parceria", salienta Mass. Os novos produtos também empolgaram o diretor técnico da MHM Áustria,
Thomas Fröhlich, que esteve na Febratex e apoiou a iniciativa e a parceria com o SENAI.