Entre março e abril, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostraram recuos em 7 dos 14 locais investigados, uma estabilidade e seis locais com expansão da produção. A perda mais acentuada foi registrada pelo Paraná (-14,7%). Amazonas (-4,2%), Rio de Janeiro (-3,4%), Pernambuco (-2,6%), Espírito Santo (-1,9%) e Rio Grande do Sul (-1,1%) também registraram quedas superiores à média global (-0,7%), enquanto a Bahia (-0,3%) teve recuo menor que a média.
Por outro lado, o maior crescimento da produção industrial ficou com Goiás (4,5%), seguido por Ceará (2,5%), Pará (1,3%), Minas Gerais (0,8%), São Paulo (0,5%) e
Santa Catarina (0,1%). A região Nordeste (0,0%) repetiu o patamar do mês anterior.
No confronto com abril de 2009, todos os 14 locais registraram crescimento. As expansões mais acentuadas e acima da média nacional (17,4%) ocorreram no Amazonas (34,1%), Espírito Santo (29,8%), Goiás (27,9%), Minas Gerais (25,0%), Bahia (24,0%), Pernambuco (23,6%), região Nordeste (20,5%) e São Paulo (17,5%).
No acumulado nos quatro primeiros meses de 2010, frente a igual período do ano anterior, todos os locais também mostraram crescimento na produção. Com avanços acima dos 18,0% registrados na indústria nacional, situaram-se Espírito Santo (40,3%), Amazonas (32,7%), Goiás (26,9%) e Minas Gerais (25,1%).
Da mesma forma, todos os 14 locais mostraram aceleração do ritmo produtivo na passagem do último quadrimestre de 2009 para o primeiro de 2010, sempre em comparação com iguais períodos do ano anterior, com destaque para o ganho do Amazonas, que passou de 1,4% no último quadrimestre de 2009 para 32,7% nos quatro primeiros meses deste ano, Espírito Santo (de 11,1% para 40,3%), Minas Gerais (de 1,2% para 25,1%), Goiás (de 5,1% para 26,9%) e São Paulo (de 1,0% para 18,0%).
Santa Catarina
A produção industrial de Santa Catarina teve variação positiva de 0,1% em abril frente ao mês imediatamente anterior, após avançar 3,6% em março. A média móvel trimestral, ao crescer 0,7% entre março e abril, seguiu com a sequência de taxas positivas iniciada em maio de 2009.
Em relação a abril de 2009, o setor industrial avançou 15,0%, sexta taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação, resultado do acréscimo na produção de 9 das 11 atividades investigadas, com máquinas e equipamentos (67,3%) respondendo pelo maior impacto positivo, seguida por máquinas, aparelhos e materiais elétricos (54,0%), borracha e plástico (27,0%) e
têxtil (12,9%). Só os setores de veículos automotores (-43,8%) e alimentos (-1,6%) tiveram taxas negativas.
Com isso, o indicador acumulado no ano acelerou de 12,9% em março para 13,4% em abril, também intensificando o ritmo de ganho frente ao último quadrimestre de 2009 (0,6%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. Para esse resultado contribuíram 8 das 11 atividades pesquisadas, com a liderança, em termos de impacto positivo, vindo de máquinas e equipamentos (49,3%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (98,4%). Vale citar também os avanços do
setor têxtil (13,0%), de borracha e plástico (21,1%) e de metalurgia básica (42,0%). Em sentido contrário, veículos automotores (-35,7%) e alimentos (-2,5%) foram novamente as principais pressões negativas.
O acumulado nos últimos 12 meses também acelerou, de -1,7% em março para 1,0% em abril.