Empresas apostam na agregação de valor de seus artigos.
Uma característica marcante do calçado produzido em São João Batista e região é o design atualizado através das referências de moda internacionais, mas sempre com um ar de brasilidade. Precisando investir em valor agregado para sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo e, por vezes desleal quando o assunto é China, os empresários locais deram uma guinada definitiva para terminar de vez com a produção de calçados simples, apostando no requinte da moda diferenciada.
Uma das indústrias que investem fortemente na alta moda é a
Elizabeth Slowik de Bombinhas/SC, cidade próxima a São João Batista. Fundada em1994, em Curitiba/PR, a indústria, que sempre investiu pesado em moda de alto valor agregado com produtos para butiques, viu na cidade catarinense um terreno fértil para perpetuar o trabalho, se mudando em 2006. "Conheço o trabalho feito em São João Batista há mais de 10 anos. Resolvemos migrar para esse polo justamente por isso, pela evolução em design, inclusive quanto à matéria-prima", relata a diretora
Elizabeth Slowik. A indústria faz um calçado artesanal, apostando em crochês, bordados diferenciados e pinturas personalizadas nos cabedais de couro. "Para fazer os crochês utilizamos a mão de obra local, de senhoras rendeiras que trabalham na cidade", acrescenta a empresária.
Calçado Elizabeth Slowik. Foto: Divulgação
A marca
Século XXX é outra referência quando o assunto é moda. A empresa desenvolve suas pesquisas de tendências para formar suas coleções através de uma compilação de informações que passa por estudos gerais de tendências internacionais até chegar a estudos e consultas com fornecedores e clientes. "A soma de todos estes fatores nos permite fazer um planejamento de base, com cartela de cores e de materiais que irão formar a nova coleção", detalha o gerente comercial da grife Século XXX,
Flávio Marques.
Calçado Século XXX. Foto: Divulgação
A
Parô Calçados (São João Batista/SC), fundada em 1994, acompanhou a evolução da moda no polo catarinense. "Logo quando surgimos a moda se resumia a solados de PU e plataformas altas", lembra a gerente comercial
Maria Elise Grassi, ressaltando que atualmente a moda está mudando constantemente e o polo batistense tem acompanhado de perto através de viagens e adaptações de acordo com nichos de mercado específicos.
Reprodução edição 2010 Projeto Polos Calçadistas