No dia 24 de março, quarta-feira,
Gloria Kalil esteve em Brusque. A estilista visitou a
FIP e deu início a seu trabalho de consultoria, recentemente contratado. Gloria Kalil participou de uma coletiva de imprensa, onde esclareceu seu plano de ações, que envolve orientação para lojistas na gestão de marca e desenvolvimento de coleções. Veja a baixo algumas perguntas que Gloria respondeu com exclusividade para a FIP!
Você teve contato com a estrutura da FIP e suas lojas. Qual a primeira impressão desta visita?
A primeira impressão é realmente muito impactante. Porque eu tenho rodado pelo país e eu fiquei muito impressionada com a qualidade das instalações. Eu acho que é um conjunto muito inteligente, de uma participação dentro desse segmento do mercado, que é lojas que vendem para atacado e varejo, de uma forma luxuosa. Eu conheço poucos shoppings pelo Brasil, shoppings, ou centros ou pólos, enfim, lugares que aglomerem tantas empresas de venda, atacado e varejo, que tenham esse conforto, essa largura de corredores, esses serviços... Tem tudo! Creche, restaurante... Enfim, é muito impactante.
Comparando essa estrutura com seu plano de ações, qual você acredita ser o maior desafio?
Olha, eu acho que há pouca coisa pra se contribuir, ou melhor, eu acho que vai ter que ter é uma integração maior entre o ótimo nível de oferta de serviços que os guias e os lojistas têm e o produto. Eu acho que nós temos agora que, eventualmente, aproximar mais o produto desse nível de serviço, de utilidade, de sofisticação, e de facilidades e de atração, que o próprio shopping tem. A gente usa muito a palavra shopping pra todo tipo de reunião de lojas de varejo e lojas de atacado e etc. Eu tenho o vício de usar a palavra. Eu acho que tem um super nível aqui. Eu acho que o produto, os lojistas, eu sempre reclamo um pouco de lojista, sabe? E como eu já trabalhei muito com lojista, eu já tive indústria, já tive comércio e etc, eu sei que hoje, vamos dizer assim, o ponto fraco é que, eu acho que o consumidor tá muito adiantado, tá muito esperto, tá muito informado, eu acho que os industriais tão muito espertos e muito informados e eu acho que os lojistas ainda não se deram conta de que as coisas estão muito diferentes, e que eles tem que dar essa corridinha pra acompanhar o desejo do consumidor.
Ações como esta da FIP promovem e instigam a moda catarinense. Como você vê o cenário regional e qual suas expectativas em relação a essa parceria firmada com a FIP?
Olha, eu espero que sim, eu espero que de fato instigue. Eu tenho vindo a SC com bastante frequência nesses últimos anos. Eu vejo que há uma demanda do estado, do mercado, de pessoas da área, portanto há uma demanda de pessoas ligadas ao mundo da moda e isso tende a se refletir no produto, numa conscientização da diferença entre roupa e moda, a diferença imensa que existe entre esses dois universos. Quanto moda pode ser uma coisa atraente para o consumidor e para o comportamento e quanto roupa é menos. Então eu tenho impressão que essa demanda por profissionais de outros cantos do país, esse intercâmbio, tem essa finalidade, que a gente espera poder contribuir também.
O que os consumidores podem esperar dessa assessoria, de que maneira serão beneficiados?
Embora eu não tenha essa responsabilidade direta, eu acredito que toda informação bem dada, bem ouvida, bem recebida, bem entendida, acabe resultando num produto que chegue mais próximo do consumidor. Eu acredito que isso sim seja uma coisa que a gente possa fazer, é trocar informações pra que o que eu tenha de conhecimento desse mercado onde eu estou há mais de 30 anos seja útil pra quem ta entrando. Eu tenho um estudo muito observador do comportamento do consumidor nos últimos anos e eu acredito que essas informações possam ser úteis e que isso certamente chegará ao produto, que é o que nós todos estamos esperando.
Fotos: Divulgação