A mineira
Mary Figueiredo Arantes emocionou o público na última palestra no
Donna Fashion DC Iguatemi ao falar da poesia de seu trabalho de criação. Natural do Vale do Jequitinhonha, interior simples de Minas Gerais, Mary ganhou o universo da moda pela excelência e sensibilidade com que cria seus acessórios.
Filha de alfaiate, Mary desde menina brincava com os retalhos do pai e fazia as próprias roupas. “Era por necessidade, mas hoje vejo que naquela época eu já estava criando um estilo”, lembra.
Formou-se em odontologia, mas apesar de nunca ter exercido a profissão, enxerga uma semelhança entre as duas atividades: ambas trabalham com a estética e com alicates. “A diferença é que um quer mostrar e o outro, esconder”.
Foto: Hermes Bezerra
Cada coleção da
Mary Design, grife que leva seu nome, tem conceitos e processos bem distintos. “Preciso sempre partir de um embasamento teórico, leio muito e me inspiro por palavras. Mas de fato não acredito ter um processo criativo definido”.
Peças delicadas, sofisticadas, mas principalmente carregadas de significado. Esta é a essência do trabalho de Mary, que preocupa-se sempre no que está por trás de cada objeto. “Tenho horror a palavra tendência. Para mim moda só tem sentido se fala de comportamento e essência e isso é único em cada peça”.
Exemplo de tudo isso são suas coleções únicas que exibem peças de material reciclável, outras feitas para imitarem comidas, algumas singelas como o colar apresentado na nova coleção “
A Casa Azul”: sabão em pó dentro de um vidrinho. Pra quê? Para lavar a alma.
Foto: Hermes Bezerra
Para entender a gentileza e delicadeza que Mary Figueiredo imprime em seu trabalho é simples.“ Sou uma amadora, do sentido que amo o que faço”.
Saiba mais:
http://www.marydesign.com.br