Empregar tecnologia a laser no corte ou gravação de etiquetas, bordados ou peças de roupas inteiras já não consiste em um diferencial no mercado da moda. Mais do que isso, o laser passou a ser quase uma obrigação para as empresas que estão em busca de qualidade e diversidade de modelos. É isso que mostram os desfiles de moda, as vitrines das lojas e os gostos pessoais dos consumidores em geral. Algumas dessas máquinas, as quais possibilitam transformar boas ideias em produtos atraentes e confortáveis, serão apresentadas na
Feira de Tecnologias para a Indústria Têxtil (Tecnotêxtil Brasil 2011), que ocorre de 12 a 15 de abril, em São Paulo (SP).
Se o futuro passa pela inovação, o corte e gravação a laser vão nesse caminho e se transformam em item básico de um parque de máquinas. Foi para contribuir com essa realidade que empresas como a
Automatisa Sistemas investe cerca de 40% de seu lucro em pesquisas que visam favorecer a competitividade de empresas que trabalham com corte e gravação a laser. Com sede na Grande Florianópolis (SC), a Automatisa vai aproveitar a ocasião de sua participação na
Tecnotêxtil para inaugurar um escritório em São Paulo (SP). O objetivo da expansão é estar mais próximo do maior parque industrial do país.
Líder na América Latina nesse segmento, a Automatisa obteve três patentes nacionais com projetos inovadores que chegam a aumentar em mais de 200% a velocidade de trabalho na produção de peças na cadeia têxtil. Na feira, a empresa vai apresentar a
Mira Conecti, um sistema de comunicação entre bordadeiras e máquina de corte e gravação a laser que fornece maior economia, flexibilidade e alta produtividade. “A tecnologia nacional, em especial o laser, tem contribuído diretamente para a melhoria da apresentação final dos produtos e para o fortalecimento da cadeia têxtil como um todo. Estamos trabalhando muito para atender essa expectativa do empresariado”, comenta
Joana de Jesus, diretora de marketing da empresa.
As empresas
As máquinas de corte a gravação a laser estão presentes tanto em grandes empresas quanto nas micro, como a
Jantsch, de São Paulo, a qual emprega 12 funcionários na produção de etiquetas e bordados. A Jantsch substituiu o corte manual pelo laser há quatro anos e o resultado encorajou o empresário
Hélio Jantsch a passar de fornecedor de mão de obra a fabricante. Ele já possui as máquinas necessárias e em breve deve começar a fabricar suas próprias peças. “O laser significou uma nova etapa, deu mais agilidade e diversidade de desenhos. Antes ficávamos restritos a poucos desenhos e com dificuldade para agilizar os moldes”, afirma Jantsch. “Hoje o laser é uma tecnologia comum nas confecções porque agrega valor à produção”, complementa.
Outra empresa que deu um salto de qualidade a partir do investimento em maquinário de corte e gravação a laser foi a
MB 2000 - Bordados e Etiquetas, também de São Paulo. O proprietário
Maurício Ochiuto conta que a empresa, de 90 funcionários, conseguiu inovar na linha de produtos e nas gravações desde que adquiriu as primeiras máquinas, há cinco anos. “Trabalhamos com bordados há 23 anos e não somos dependentes do laser, pois atuamos em várias frentes de trabalho, mas sem dúvida essa tecnologia facilitou muito o processo de produção”, comenta Ochiuto.
A
Tecnotêxtil Brasil 2011 vai reunir neste ano as melhores empresas do Brasil e do mundo, as quais irão expor as últimas novidades tecnológicas de 22 segmentos diferentes da cadeia produtiva têxtil, como máquinas de corte e costura, bordadeiras, teares, matérias-primas, estamparia, automação industrial, acabamento, aviamentos, fios e etiquetas, entre outras.