Satisfeitos com os produtos, porém lamentando o preço alto e a falta de estrutura para exportação da maioria dos expositores. É desta forma que estão os importadores que circulam pelo Centro Empresarial e Cultural de São João Batista durante a
11ª Rodada de Negócios de Santa Catarina, feira que se estende até sexta-feira (12 de novembro).
O italiano
Domênico Mastrorosa, da
Fashion & Sons (Padova/Itália), ressalta a qualidade do produto exposto, mas reclama da fraca estrutura para exportação "de 99% das indústrias expositoras". Segundo ele, muitas não têm preço em dólar e, quando fazem a conversão, jogam para um valor mais alto. "Tive que explicar o processo para exportações em alguns estandes", reclama. O importador revela também que esperava uma estrutura maior e está procurando sandálias femininas, calçados infantis e bolsas com "toque de brasilidade". Há quatro anos trabalhando com calçados verde-amarelos, Mastrorosa pondera que, mesmo com o valor alto, alguns produtos nacionais se tornam atraentes pelo seu diferencial.
Domênico Mastrorosa, da Itália, critica alta dos preços brasileiros / Juarez Machado
A compradora
Maria Ximena de Suarez, da
Cristofoli (Santa Cruz de la Sierra/Bolívia), avalia que o calçado de alta moda produzido em São João Batista é o diferencial que a atraiu ao evento catarinense. Por outro lado, ela, que participa da mostra pela primeira vez, aponta que o preço alto, devido às questões cambiais, está dificultando as negociações. Mesmo assim, a importadora revela que deve fechar negócios na ordem de US$ 20 mil na feira batistense. "Estou procurando calçados de alta qualidade e alto verão", comenta a lojista que há oito anos trabalha com empresas brasileiras, sendo três desses com indústrias de São João Batista. "Ano passado comprei US$ 120 mil aqui do Brasil e este ano espero comprar 20% do que isso", acrescenta Maria.
Rogério Pereira, da
João Paulo Alexandrino Modas (Coimba/Portugal), que está na sua terceira participação na Rodada de Negócios de Santa Catarina, ressalta que o produto brasileiro é muito bem aceito no país lusitano, mas os preços praticados estão altos demais devido ao câmbio. "Os calçados estão bonitos, com design diferenciado, sendo que estou levando amostras para fazer pedidos posteriormente", afirma. O importador revela, ainda, que no ano passado comprou 20 mil pares de calçados brasileiros, sendo sete de indústrias batistenses.
Os sete importadores que circulam na mostra são provenientes, principalmente, da Europa e América Latina e foram convidados através do
Projeto Comprador Regional, coodernado pela
Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a
Apex-Brasil, e pelo
Sindicato das Indústrias de Calçados de São João Batista (Sincasjb), que promove a feira catarinense.
Clique aqui e veja calçados apresentados na feira.