Crônicas sobre os sonhos, desamores, romances e segredos que as mulheres guardam dentro de suas bolsas e corações. Esse é o universo da coluna
Confusões e Confissões, da revista
TPM (Trip feminina), assinada pela redatora
Clarissa Corrêa, do
Núcleo Moda e Comportamento e21.
Natural de Rio Grande, 30 anos, Clarissa passou pelas faculdades de Direito e Psicologia até decidir fazer o que mais ama: escrever. Filha de um engenheiro e filósofo e de uma advogada, concluiu o curso Formação de Escritores e Agentes Literários, na
Unisinos, e lançou, no ano passado, seu primeiro livro:
Um Pouco do Resto. Desde 2005, alimenta um blog pessoal que hoje conta com média de 3.000 acessos/dia. “Minha maior recompensa é poder ajudar as pessoas, de alguma maneira, com as palavras”, explica.
Trabalhou em agências como
Oxigênio,
Super Comunicação,
Escala,
Martins + Andrade e, também, na
MM Conteúdo, empresa de Brand Content, focada em assuntos de moda, mulher e comportamento. Atualmente, trabalha na e21, aplicando suas criativas ideias para clientes como
Colcci,
Coca-Cola Clothing,
Brandili e
Kildare.
Confira abaixo a entrevista com a escritora gaúcha.
A escritora Clarissa Corrêa (Foto: Gabriela M.O.)
O que você gostava de fazer na infância?
Sempre gostei muito de bichos, então eu gostava de brincar com minha primeira cachorra, a Baloo, uma Boxer Tigrada.
Como nasceu o gosto pela escrita?
Quando eu era criança escrevia cartas enormes para meus pais, irmão, avós. Na hora de entregar as cartas eu ficava parada olhando para eles. Adorava quando choravam e se não choravam eu perguntava “não vai chorar?”. Depois que eu cresci finalmente entendi: o “chorar” era um sinal de que eu causava algum tipo de emoção. Sempre gostei de emocionar os outros com as palavras.
O que atualmente inspira você para escrever?
Tudo. Um dia de chuva, um dia de sol, alguma coisa que eu leio, algum filme que vejo, as pessoas. Sou muito observadora, tudo serve para criar algum texto.
Quantos livros publicados?
Tenho dois. O primeiro se chama “
Um Pouco do Resto”, é um livro de crônicas. O segundo é um livro de frases para andar no bolso ou na bolsa chamado “
O amor é poá”.
O que você mais gosta de ler?
Alguns escritores me fascinam. Um dos meus preferidos é o
Caio Fernando Abreu. Ele tem uma sensibilidade absurda. Também gosto do
Philip Roth,
Clarice Lispector,
Milan Kundera e a nossa
Claudia Tajes.
Como é sua relação com as redes sociais?
Uso para divulgar meu trabalho e “conversar” com os leitores.
E como administra a interação com seu público? Recebe mensagens de outros estados?
Recebo cerca de 10, 15 e-mails por dia. Gente que me conta a vida, pede conselho, faz desabafo. As pessoas se sentem minhas amigas, pois escrevo na primeira pessoa e meus textos falam de coisas do dia a dia, dos nossos sentimentos, dificuldades, problemas, anseios. Uma menina que mora no Japão aprendeu a nossa língua e me lê. E tem gente da Argentina, Chile, Estados Unidos, Portugal, Espanha. É bem legal. Sabe quem mais compra os meus livros? Paulistas, mineiros, cariocas e nordestinos. É incrível. A coisa mais curiosa que já aconteceu foi uma menina que me escreveu pedindo para eu fazer uma carta de recomendação para ela, pois ela queria trabalhar num programa Au Pair, na França.
Como pintou a oportunidade de integrar o time de colunistas da TPM?
Fui lá e me ofereci, na cara dura. Quando eu quero sou bem cara de pau. A gente tem que tentar, né? Escrevi para a editora do site da Trip e TPM, me apresentei, ela já me conhecia de nome por causa de todo aquele bafafá do Bial, então ela me ofereceu uma coluna, um blog, e eu escrevo lá toda quarta-feira.
Confira a coluna Confusões e Confissões, da Clarissa Corrêa:
http://revistatpm.uol.com.br/blogs/confusoeseconfissoes
Blog pessoal:
http://clarissacorrea.blogspot.com