Na Idade Média, roupas listradas tinham conotação negativa e eram associadas a quem estava à margem da sociedade - prostitutas, serventes, criminosos.
Posteriormente, os marinheiros e prisioneiros ganharam uniformes de listras horizontais. Aos poucos, no entanto foram ganhando as graças da aristocracia, sobretudo as verticais.
Listras sempre foram associadas à transgressão e liberdade, portanto foram muito usadas nas revoluções e pelos artistas rebeldes.
Coco Chanel teve papel fundamental na popularização e desmistificação do padrão, graças a ela tecidos listrados viraram clássico e sinônimo de elegância para mulheres.
Ademar Vargas, proprietário da rede de lojas
Tamix, ressalta "a padronagem navy - listras marinho e brancas - permanecem em alta nesse verão".
No segmento de roupa íntima a padronagem já virou constante. Ano após ano, pijamas e calcinhas aparecem listrados em pasteis ou combinações mais contratantes. A marca
Macassá, comandada por
Tania Surmann, investe em listrado, com efeito devoré para agregar ainda mais elegância a sua linha homewear.
Fotos: Luiza Volpato