Notícia cadastrada em: 16/11/2011 - 17:25:29
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Giancarlo Zanotto: estímulos

Estamos cercados de todos os tipos de estímulos. Somos guiados por eles.

Segundo Tad James e Wyatt Woodsmall, precursores do estudo da Neurolinguística, eles funcionam da seguinte maneira: Todas as coisas que nos cercam são neutras. Estão desprovidas de sentimentos, emoções. Nós as absorvemos através dos cinco sentidos (tato, olfato, audição, visão e paladar).

Como cada pessoa possui seu próprio código de conduta e ética, agimos diferentemente com cada informação que recebemos. Nosso interior funciona como um filtro lógico que analisa cada situação conforme nossas crenças, formação e cultura. A partir disso, geramos um comportamento resposta, que pode ser alegria, raiva, tristeza, felicidade, emoção, desejos, etc.

O quadro abaixo formaliza esse estudo:

Reprodução
                 
O que para um pode ser considerado grave, para outro nem tanto. Tudo conforme aquilo que acreditamos e, por conseguinte, agimos.

Nisso o marketing tem se especializado (leia-se sistema que nos envolve), mais do que qualquer outra área. Há o Cybermarketing, Ecomarketing, Marketing Cinematográfico, Marketing de Guerrilha, Marketing de Valor, de Varejo, Político e tantos outros que aparecem no dia a dia que fica difícil enumerar. Ele aparece na rua, na TV, nas mídias sociais, por tudo.

Despertar esse desejo de posse tem sido o lema e, com tudo isso realmente fica uma luta hercúlea não sermos hipnotizados pelo bombardeio de informações (e maneirar gastos). Nosso filtro lógico (onde residem as crenças) está sedento para respaldar alguma falta ou necessidade emocional ou espiritual que tenhamos através do cartão de crédito, cheque ou mesmo dinheiro vivo.

Muitas vezes ainda continuamos a creditar a felicidade instantânea através de alguma sensação produzida por um objeto, serviço, sensação... Só que assim que essa necessidade é satisfeita, vem outra de igual intensidade, fazendo o ciclo se repetir. Seria o tal moto-continuo, que se auto-alimenta ad infinitum.

Se com todas essas facilidades que temos hoje em dia de acesso, crédito, locomoção, crescimento das classes, o que seu filtro interno tem dito?

Conforme aquela máxima, "se o prazer permanece, será que permanece prazer?"

Por Giancarlo Zanotto


       
Giancarlo Zanotto é formado em Administração, Computação e Moda, Pós-graduado em Gestão de Negócios, Neurolinguística, Moda e Comunicação. Ainda é Consultor de Marketing e atua na área de Desenvolvimento de Novos Produtos e Coleções. Também é diretor da Shout, empresa focada em design e inovação em produtos, serviços e embalagens: www.shout.tc

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comentários

1 pessoa comentou a notícia Giancarlo Zanotto: estímulos
DEODETE PACKER VIEIRA Postado em: 17/11/2011 - 09:00:40
Tenho lido todos os artigos de Gian Zanotto. Quero cumprimentar a resvista por ter um colunista com conhecimentos tão variados e a capacidade de expressão suscinta. Estou aguardando o próximo!!!!
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