Notícia cadastrada em: 14/03/2011 - 17:55:01
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Giancarlo Zanotto: a moda do luxo

O Luxo está na moda. Entrou na mídia, nas casas, nos corpos e nos desejos.

Através das conversas no dia a dia das pessoas sobre roupas, sapatos, bolsas, perfumes e carros, verifica-se que o luxo tornou-se o foco de estudos, gerando livros, cursos, faculdades, mestrados e, por conseguinte este artigo.
Mas, como houve essa evolução?

Nas antigas sociedades o luxo estava atrelado a uma casta de nobreza e poder. O que era considerado artístico, belo e caro tinha como destino alguns poucos privilegiados. Hoje, isso mudou. Usando da massificação dos produtos, da rapidez de produção e logística, os grandes conglomerados de luxo disponibilizaram esses produtos a todas as pessoas, desde que possuam poder aquisitivo para tal.

Através de um marketing agressivo, as grandes grifes conseguiram disseminar e tornar acessível todos os objetos de desejo. Essa acessibilidade a produtos de luxo despertou o desejo de compra em todos. As pessoas querem se distinguir e fazer parte de uma nobreza através deles.

No mundo globalizado, o luxo tem influenciado cada vez mais as pessoas. A grande escala em que é difundido e criado gera uma rápida expansão. E isso tem se mostrado extremamente benéfico, pois a moda do luxo e o luxo da moda geram empregos e fazem girar o capital, ditam comportamentos e definem costumes.

O consumidor contemporâneo sente a necessidade do novo e quer comunicar através de suas posses, quem é o possuidor. Na busca pela visibilidade, a moda vislumbra o luxo com força total na tentativa de definição de algo ou do sujeito expressar seus desejos, seus medos, angústias, verdades, ou seja, na elaboração de um alter ego que lhe revele, insinue, desmistifique à altura.

Hoje, o luxo ganhou uma aura mais conceitual, pois, apesar de ser algo que se julga necessário, o luxo alcançou patamares mais discrepantes, que contrastam entre o luxo eterno, o luxo alcançável para poucos e o luxo emocional, aquele que se faz imprescindível.

Se antes o luxo era algo ético e/ou moral, agora o luxo é prazer, é emoção.

Com o intuito de tirar as pessoas do comum, de despertar a associação de exclusividade, as grandes marcas tem feito uma verdadeira revolução nos usos e costumes.

E sempre haverá uma parcela da população, disposta a pagar por tudo isso.

Por Giancarlo Zanotto


       
Giancarlo Zanotto é formado em Administração, Computação e Moda, Pós-graduado em Gestão de Negócios, Neurolinguística, Moda e Comunicação. Giancarlo Zanotto ainda é Consultor de Marketing e atua na área de Desenvolvimento de Novos Produtos e Coleções. Também é diretor da Shout, empresa focada em design e inovação em produtos, serviços e embalagens: www.shout.tc

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comentários

1 pessoa comentou a notícia Giancarlo Zanotto: a moda do luxo
Fabiano Menell Postado em: 15/03/2011 - 14:34:28
O luxo tornou-se artigo de primeira necessidade. Devemos esta “febre contínua” há um lado menos positivo da democracia que focaliza a aquisição desenfreada de produtos menos necessários ou de supérfluos da ganância humana. Ser consumista do luxo “equilibrado “ é quase impossível em uma sociedade que massifica de forma intensa e “marketeira” os impulsos de compra. Se não tenho algo devo adquirir, se tenho compro o segundo porque é melhor, mais luxuoso, se tenho o segundo porque não um terceiro? A lei da oferta é essa moderna é essa! Parabéns pelo artigo! Abraços.....
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