Recentemente a
ABF (Associação Brasileira de Franchising) divulgou alguns dados importantes sobre a expansão acelerada do mercado de franquias que movimentou 75,98 bilhões de reais em 2010 e atribui, entre os principais fatores do crescimento de 20,4% em relação a 2009, o investimento em capacitação dos colaboradores.
Segundo o informe publicado pela
Revista Exame (1º de Junho 2011), "O crescimento passa pelas pessoas", como forma de desenvolvimento saudável do negócio, atraindo e retendo talentos, para ganhar fôlego e continuar a crescer. Segundo o
IBGE o setor valoriza a mão de obra e aumenta a disputa por bons profissionais, e apresenta os menores índices de desemprego registrados da história, em torno de 6,3%.
As boas práticas de treinamento e desenvolvimento de pessoal vêm sendo adotadas em quase todas as redes, e para 31,36% das pesquisadas, consideram este o fator mais importante. A capacitação dos franqueados e de suas equipes é um aspecto essencial na gestão dos negócios. "Quando os programas de capacitação não são considerados estratégicos, a dificuldade de relacionamento entre clientes e parceiros é maior" cita a matéria, tanto é que os programas são adotados em 90% das franqueadoras e em quase metade deles há um investimento de quarenta horas a cada seis meses aproximadamente, para as áreas de atendimento a clientes, vendas, gestão administrativa-financeira e aspectos técnicos do negócio.
Além da capacitação, a remuneração e os benefícios são fatores de redução da rotatividade da mão de obra qualificada. 33,4% das redes apresentam índices de rotatividade inferior a 20% ao ano e para 35,78% dizem que oferecer programas de bônus, por desempenho, traz grandes resultados na retenção dos talentos.
Organizações Familiares
Há 10 anos as empresas, principalmente as pequenas e médias, eram organizações familiares. Agora, o forte movimento para a profissionalização, em vários segmentos, já é irreversível, principalmente em moda, calçados, acessórios pessoais e no campeão do setor, o segmento de alimentação fora de casa, com índice de crescimento de 88% e 180 bilhões de faturamento em 2010 em 140 mil estabelecimentos.
Os fundos de investimento estão comprando empresas e tornando o mercado mais profissional e mais competente.
Cerca de 21,1 milhões de pessoas ou 17,5% dos brasileiros em idade adulta exerceram atividades empreendedoras no ano passado, isso significa que o potencial do mercado é imenso e o crescimento, muito acelerado, e mais competitivo. A ebulição do mercado tem raízes no crescimento da renda das pessoas e na expansão da oferta de crédito que contribuíram para que as pessoas passassem a consumir mais.
Eu me pergunto:
1. Qual será o futuro do negócio das empresas que se mantêm a margem de tais boas práticas?
2. Quais serão seus índices de rotatividade de mão de obra?
3. Por quanto tempo irão resistir à concorrência e à profissionalização do mercado?
Com a escassez de mão de obra, os salários tendem a subir e a lucratividade baixar. Pense nisso quando estabelecer seu orçamento e o seu programa de contratações e retenção dos seus colaboradores.
Por Edson Jaccoud
Edson Jaccoud é especialista em marketing pela ESPM-SP, construiu sua carreira nas áreas de vendas e marketing em empresas de grande expressão nacional ocupando cargos executivos. Lançou no mercado várias empresas no segmento de confecções tais como: Transport, Bloomie’s e Primetex, Corpo e Arte, Dijon, Século XX entre muitas outras, líderes no segmento têxtil em Jeans, activewear e de roupas íntimas.
Dirige a Regional Sul da Three Sale, uma organização essencialmente voltada a buscar resultados em vendas através de ações de promoção, venda, marketing e merchandising, com forte viés tecnológico, que atua como um departamento de promoção e marketing terceirizado. A Three Sale trabalha como um braço da empresa cliente: www.threesale.com
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